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     ▪ Divine Divinity, um novo começo ?
          Autor: r0ck  27/8/2002 22:36
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          Autor: r0ck  27/8/2002 22:36
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          Autor: r0ck  27/8/2002 22:36

Divine Divinity, um novo começo ?

 
Divine Divinity, um novo começo ?
Redator: r0ck - 27/8/2002 22:36
Categoria: Preview

Introdução Vamos voltar ao ano de 1996, ano em que a blizzad cria Diablo e coloca um marcador definitivo em jogos de aventura isométrica. Dali para frente, muitos jogos nesse gênero nasceram, eventualmente a Blizzard criou uma continuação para o jogo, depois uma expansão e hoje em dia já se fala em um Diablo 3. Esse review começa falando de Diablo por que é impossível não comparar Divine Divinity com o seu ''predecessor''. Da mesma maneira que é impossivel não compará-los, é dificil tecer um ponto de observação neutro entre os dois jogos. Divine Divinity é um jogo de ação e aventura tão movimentado quanto o Diablo, mas muito mais profundo e complexo, contando com um gameplay ainda maior que o Baldurs Gate 2, Shadows of Amn. A história pode ser resumida em um simplório ''Ao nascer você foi marcado, essa marca vai fazer com que você seja notado pelas forças das Trevas, e um dia você vai ter que se erguer para enfrentá-las, devendendo a honra, a vida e a Luz.'' Parece conhecido ? Provavelmente seja, mas nem por isso o jogador vai olhar para o jogo e dizer ''só isso?'' depois de mais ou menos 400 horas de gameplay. O Jogo O jogo é isométrico, voce pode jogar em 1024x768, 32 bits de cores sem precisar ter um super computador: Um p3 400, 64 mb de memória e uma placa de video de 4 mega são suficientes para se jogar toda a glória dos constantes 60 fps de ação, magia, traição e gibbets. O som é especialmente bom, e durante a primeira dungeon o jogador já percebe que se não fosse a música fazendo uma atmosfera digna de Peter Jackson, o jogo não seria a mesma coisa. Desde temas operescos e alegres nas campinas verdejantes onde você nasceu até tons profundos e assustadores nas passagens mais profundas dos subterrâneos. O jogo tem gráficos bastante competentes apesar de não serem comparáveis com os engines mais recentes de morrowind e de warcraft 3.
A jogabilidade é impressionante. O jogo é mais maduro que seus predecessores, permitindo que com um click, voce ataque continuamente um alvo (chega de destruir mouses), o ambiente é inteiramente clicável, composto de objetos que podem ser manipulados (cadeiras, armários), os skills são mais variados que no Diablo, e ainda é possível combinar vários objetos para se fazer um terceiro (exemplo : que tal combinar flechas de aço com piche ? isso mesmo, resulta em flechas incendiárias!) A quantidade de itens, mágicos ou comuns beira o número de 16 milhões, mas o jogo gera novos itens randomicamente. Ou seja, os itens são únicos sempre. Quanto a quests, entre quests obrigatórios (na verdade, só tem 1 quest realmente obrigatório, que é o que leva a vencer o jogo) e as opcionais, o total é de mais ou menos 400 e poucas, sendo que algumas só vão estar disponíveis conforme sua evolução em outras. E mais uma coisa. É rigorosamente IMPOSSÍVEL cumprir todas as quests num jogo só, e para cumprir só as quests linearmente, apenas para chegar no fim do jogo, voce vai gastar 86 horas de gameplay, ou seja, começar a jogar Divine Divinity não é uma tarefa simples

A evolução do jogo é bem clara, você ganha XP por matar bichos ou por usar seus skills com sucesso, e o xp é gasto em comprar novos skills. Ao total sao 96 skills, divididos em 32 para cada tipo básico de personagem. Só que essa divisão, não é um fator limitante. Se você quiser fazer um guerreiro, voce vai se ater apenas aos skills de guerreiro, mas nada lhe impede de aprender magias. Com o tempo as classes de personagens tendem ficar cada vez mais diferentes, mas não menos eficientes. Diferente do diablo onde tinha-se que os jogadores de sorcerer tinham mais vantagem ao decorrer do tempo, no Div Div a coisa é bem balanceada. Não espere que o jogo fique facil com o tempo, e também não espere prender um inimigo num loop de IA. Os inimigos se agrupam para atacar junto, fazem emboscada, fogem, voltam e atacam para te pegar desprevinido. E tem a péssima mania de te atacar na hora que você está ocupado com coisas mais importantes. Quanto ao manual, são 79 páginas com o básico que você precisa para começar a jogar. Cada Skill tem o seu próprio manual de como usar, mas depois que você se acostuma, a coisa fica toda meio que intuitiva. Conclusão O jogo é um ótimo conjunto de boas idéias, seguido de um gameplay viciante. Por enquanto só está no ar a versão em alemão (me vi obrigado a tirar poeira do meu bom e velho michaelis amarelo-vermelho-preto), mas a versão em inglês sai em setembro. O preco na Amazon.com está em 25 dólares, que é um preco bastante razoável. O problema é que a distribuidora não tem planos para trazer o jogo para o Brasil, então é provavel que nós tenhamos que importar o jogo, ou então achar alguem que aceite nosso pagamento para trazer o jogo original. No geral é um jogo muito bom que peca pela falta de um multiplayer (prometido pelos desenvolvedores para ser anexado a um patch, com release futuro), mas que tem um grupo de desenvolvedores com os quais você realmente consegue falar.

Nota: 8.5 Prós: Imersivo, Grandioso, Leve, Contras: Sem multiplayer, sem previsão para chegar ao Brasil, engine gráfico antigo.









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